Dia do Cheesecake destaca sobremesa que saiu da cozinha de casa e virou negócio

Celebrado em 30 de julho, doce de inspiração nova-iorquina está no centro da trajetória da Mr. Cheesecake, marca que combina produção artesanal, ambiente de deli e estratégia de crescimento

Base crocante, interior cremoso e um sabor levemente ácido, equilibrado pelo dulçor da receita. A cheesecake, sobremesa que conquistou diferentes versões ao redor do mundo, ganha uma data própria no calendário: em 30 de julho é celebrado o Dia do Cheesecake.

Em São Paulo, a data também ajuda a contar a história de uma empresa que nasceu justamente em torno dessa sobremesa. Criada em 2015, a Mr. Cheesecake Bake Shop & Deli começou na cozinha da casa de Ruby Zucker, inicialmente com receitas produzidas para amigos e familiares.

As primeiras encomendas cresceram principalmente por indicação. O que começou como uma produção doméstica passou, aos poucos, a exigir organização de pedidos, compra de ingredientes, definição de preços e padronização das receitas. A sobremesa deixava de ser apenas uma especialidade da cozinha para se transformar em um negócio.

A inspiração veio de uma relação familiar com a cultura gastronômica dos Estados Unidos. Um tio de Ruby manteve uma deli em Nova York, experiência que influenciou não apenas a escolha da cheesecake, mas também a identidade que a marca desenvolveria nos anos seguintes.

Na versão tradicional nova-iorquina, a cheesecake costuma ser assada e valoriza a textura da massa preparada com cream cheese. Diferentemente de sobremesas que dependem de grandes quantidades de cobertura ou decoração, o produto chama atenção pela combinação entre cremosidade, densidade e acidez.

Na Mr. Cheesecake, a receita principal pode receber base de pão de ló ou Oreo, além de coberturas de frutas, chocolate e caramelo salgado. As versões frutadas são preparadas com pouco açúcar e sem o uso excessivo de conservantes, preservando o contraste entre a suavidade do recheio e a acidez das frutas.

A variedade permite que o mesmo produto seja apresentado de maneiras diferentes sem perder sua identidade. Uma fatia pode ganhar mais frescor com frutas vermelhas, intensidade com chocolate ou o contraste entre doce e salgado proporcionado pelo caramelo.

Depois de quatro anos atendendo principalmente por encomendas, a marca inaugurou sua primeira loja física em 2019, na Vila Madalena. A mudança representou um novo estágio da operação: além da produção, o negócio passou a administrar salão, atendimento, equipe, fornecedores, estoque e custos fixos.

A trajetória, no entanto, também foi marcada pelos efeitos da pandemia. Em 2023, questões de saúde relacionadas à Covid-19 levaram à interrupção das atividades. A retomada aconteceu em fevereiro de 2025, após uma reformulação do negócio e com a entrada da família Mazon na sociedade.

O retorno ocorreu com uma proposta mais ampla. Embora a cheesecake permaneça como principal produto da marca, o cardápio passou a incluir bagels, sanduíches, cookies, tortas americanas, bolos, hot dogs, cafés especiais e outras bebidas.

Entre as opções estão produtos tradicionais da confeitaria norte-americana, como Carrot Cake, Blackout Cake e cookies preparados com ingredientes como Oreo, Biscoff e Nutella. Na parte salgada, os bagels são enrolados à mão, fermentados e assados com malte importado.

Um dos destaques é o Lox, sanduíche que combina bagel, salmão defumado e cream cheese. A receita aproxima a operação do conceito das delis nova-iorquinas, estabelecimentos que reúnem padaria, confeitaria, cafés e refeições rápidas em um mesmo ambiente.

A diversificação do cardápio também responde a uma necessidade de negócio. Sobremesas costumam estar associadas a momentos específicos do dia ou a ocasiões especiais. Ao oferecer cafés, refeições e lanches, a empresa amplia os horários de consumo e reduz a dependência de um único tipo de produto.

Essa estratégia ganha relevância em um mercado expressivo, mas marcado por margens apertadas e custos crescentes. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria, o setor movimentou R$ 164,12 bilhões em 2025 e reuniu mais de 330 mil empresas.

Nesse cenário, marcas especializadas precisam equilibrar identidade, experiência do consumidor e eficiência operacional. Não basta produzir uma boa sobremesa. É necessário controlar desperdícios, organizar fornecedores, preservar a qualidade das receitas e criar novas fontes de receita.

Na atual fase da Mr. Cheesecake, o espaço físico possui aproximadamente 50 lugares e foi planejado para receber diferentes ocasiões: refeições rápidas, cafés, reuniões, trabalho remoto, aniversários e pequenas confraternizações.

A empresa também atende por encomendas e plataformas de entrega, permitindo que a mesma estrutura de produção abasteça o salão, os pedidos de sobremesas inteiras e as vendas realizadas pelos canais digitais.

Até os animais de estimação foram incluídos na experiência. A loja adota uma proposta pet friendly e oferece os chamados Pupcakes, bolinhos desenvolvidos especialmente para cães e preparados sem ingredientes prejudiciais aos animais.

Mais de uma década depois das primeiras receitas produzidas na cozinha de casa, a cheesecake continua sendo o elemento central da marca. Ao redor dela, porém, foi construída uma operação que reúne produto artesanal, memória familiar, referências internacionais e decisões empresariais.

No Dia do Cheesecake, a trajetória da Mr. Cheesecake mostra como uma receita pode ultrapassar a mesa de casa, conquistar consumidores e se tornar o ponto de partida para um negócio gastronômico completo.

Destaques da semana

Shield Bank mostra por que crescer exige mais do que acesso ao crédito

Para o CEO Robson Gimenes, o papel de uma instituição financeira vai além da oferta de crédito e começa pela compreensão do negócio de cada cliente

O fim da comissão? Rafaela de la Lastra explica a mudança no mercado

Mais de 12 horas em pé. Agenda cheia. Clientes entrando e saindo durante todo o dia. No papel, tudo indicava um salão movimentado e um negócio saudável. Mas, ao fechar as contas no fim do mês, a sensação era sempre a mesma: o resultado financeiro nunca acompanhava todo o esforço e a dedicação

Camila Pimenta analisa a arquitetura de luxo para viver e investir em Bariloche

Arquiteta explica como empreendimentos de alto padrão, como o Arelauquen Golf & Country Club e o Llao Llao Resort, unem design, conforto, sustentabilidade e valorização patrimonial em um dos destinos de inverno mais desejados da América do Sul

Giovanna Veríssimo transforma 23 anos de experiência em imagem e posicionamento

Mentorias integram identidade, presença, imagem e comunicação para profissionais que buscam mais segurança, coerência e autoridade na forma de se apresentar

Gargalo de gestão trava faturamento de oficinas mesmo com movimento cheio

Dados do setor mostram que ticket médio, taxa de retorno e ocupação de baia explicam por que agenda cheia nem sempre significa mais receita

LEIA TAMBÉM:

Shield Bank mostra por que crescer exige mais do que acesso ao crédito

Para o CEO Robson Gimenes, o papel de uma instituição financeira vai além da oferta de crédito e começa pela compreensão do negócio de cada cliente

O fim da comissão? Rafaela de la Lastra explica a mudança no mercado

Mais de 12 horas em pé. Agenda cheia. Clientes entrando e saindo durante todo o dia. No papel, tudo indicava um salão movimentado e um negócio saudável. Mas, ao fechar as contas no fim do mês, a sensação era sempre a mesma: o resultado financeiro nunca acompanhava todo o esforço e a dedicação

Camila Pimenta analisa a arquitetura de luxo para viver e investir em Bariloche

Arquiteta explica como empreendimentos de alto padrão, como o Arelauquen Golf & Country Club e o Llao Llao Resort, unem design, conforto, sustentabilidade e valorização patrimonial em um dos destinos de inverno mais desejados da América do Sul

Giovanna Veríssimo transforma 23 anos de experiência em imagem e posicionamento

Mentorias integram identidade, presença, imagem e comunicação para profissionais que buscam mais segurança, coerência e autoridade na forma de se apresentar

Gargalo de gestão trava faturamento de oficinas mesmo com movimento cheio

Dados do setor mostram que ticket médio, taxa de retorno e ocupação de baia explicam por que agenda cheia nem sempre significa mais receita

Raquel Mendes transforma experiência em método de educação financeira

O que começou como uma transformação pessoal se tornou um método de educação financeira voltado a quem busca mais segurança e autonomia

De servidora pública a educadora financeira: conheça o método de Raquel Mendes

Raquel Mendes deixou a carreira pública e mostrou que a educação financeira pode ser o primeiro passo para as pessoas mudarem de vida

Maurício & Eduardo apostam na proximidade com o público em “Surra de Moda”

DVD gravado em julho resgata clássicos da boemia e propõe uma experiência em que artistas e fãs dividem o mesmo espaço

Artigos Relacionados

Categorias Populares