Com o aumento dos diagnósticos de TEA, a fotobiomodulação ganha espaço como terapia complementar baseada em evidências. Pioneiro no Brasil, o Instituto Laserplay alcança mil profissionais capacitados e amplia sua atuação com cursos de pós-graduação reconhecidos pelo MEC
O crescimento expressivo dos diagnósticos de Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Brasil tem transformado a rotina de milhares de famílias. Em meio aos desafios diários relacionados à comunicação, ao sono, à regulação sensorial e à qualidade de vida, cresce também a busca por abordagens complementares que possam potencializar os resultados das terapias convencionais, sempre com respaldo científico e responsabilidade clínica.
Entre essas alternativas, a fotobiomodulação, conhecida como laser terapêutico, vem se consolidando como uma das ferramentas mais promissoras da atualidade. Utilizando comprimentos de onda específicos, como a luz vermelha e o infravermelho próximo, a técnica atua em processos celulares relacionados à modulação do sistema nervoso, auxiliando na redução da neuroinflamação e do estresse oxidativo.
Embora não substitua terapias essenciais, como Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional, Psicologia e outras intervenções multidisciplinares, especialistas apontam que a fotobiomodulação pode criar um ambiente biológico mais favorável para potencializar os resultados desses tratamentos.
Foi justamente a busca por alternativas seguras para o próprio filho que deu origem ao Instituto Laserplay. Fundadora da instituição, a Dra. Viviane Cristiano é mãe de Francisco, de seis anos, diagnosticado com autismo nível 3 de suporte. A experiência familiar despertou o interesse pela área da saúde e levou à especialização em Neuromodulação Central Não Invasiva.
Hoje, Francisco apresenta uma evolução que supera as expectativas iniciais. Mesmo sendo uma criança não verbal, comunica-se de forma consistente por meio da Comunicação Alternativa e Ampliada (CAA), já emite suas primeiras palavras voluntárias, está completamente desfraldado, frequenta escola regular e participa de atividades como judô, natação e surf.
A experiência prática se transformou em um projeto de formação profissional que ganhou dimensão nacional. O Instituto Laserplay já capacitou mais de mil profissionais da saúde e conta com seis polos presenciais, além de uma plataforma própria de ensino online.
Ao longo da trajetória, foram realizadas 33 turmas de Habilitação em Laserterapia Multiprofissional, sete turmas voltadas exclusivamente para Laserterapia no Autismo e outras 11 dedicadas à Fotobiomodulação Transcraniana. Mais recentemente, a instituição iniciou sua primeira pós-graduação em Laserterapia e Fotobiomodulação Clínica, reconhecida pelo MEC, além de lançar a inédita especialização em Neuromodulação Central Não Invasiva.
Apesar do avanço científico, especialistas alertam que a expansão da técnica também exige atenção. O crescimento da procura pelo tratamento tem sido acompanhado pela oferta de cursos rápidos e pela utilização de equipamentos sem a calibração adequada, fatores que podem comprometer tanto a eficácia quanto a segurança da terapia.
“O laser atua diretamente por meio da energia luminosa sobre tecidos e estruturas do sistema nervoso. Sem conhecimento aprofundado em dosimetria, neuroanatomia e nas particularidades do espectro autista, o tratamento pode deixar de produzir resultados e até provocar o chamado efeito rebote, aumentando irritabilidade, agitação e crises sensoriais”, explica a Dra. Viviane Cristiano.
Para garantir segurança e precisão clínica, o Instituto Laserplay mantém, há mais de dez anos, parceria com Charilaos Christidis, responsável pelo suporte tecnológico e pela integração entre a instituição e importantes fabricantes nacionais de equipamentos para fotobiomodulação.
Segundo Christidis, a qualidade tecnológica é determinante para o sucesso terapêutico.
“Não basta possuir um equipamento de laser. A fotobiomodulação depende de parâmetros extremamente precisos de emissão de energia. Nossa missão é garantir que os profissionais utilizem tecnologias confiáveis, calibradas e capazes de oferecer segurança aos pacientes”, afirma.
A parceria também contribuiu para uma inovação inédita voltada às necessidades das pessoas com TEA. A partir das demandas observadas na prática clínica e da atuação conjunta entre Dra. Viviane Cristiano e Charilaos Christidis, fabricantes nacionais desenvolveram versões dos equipamentos sem os tradicionais sinais sonoros, reduzindo estímulos auditivos que frequentemente desencadeavam crises em pacientes com hipersensibilidade sensorial.
Além dos avanços tecnológicos, especialistas reforçam um princípio considerado inegociável: a fotobiomodulação não representa uma cura para o autismo.
O TEA é uma condição do neurodesenvolvimento, e qualquer promessa de cura contraria os princípios éticos da prática clínica e explora a vulnerabilidade das famílias. O papel da ciência, destacam os pesquisadores, é ampliar possibilidades terapêuticas, sempre com base em evidências, segurança e respeito às características individuais de cada paciente.
Mais do que buscar resultados imediatos, o objetivo das terapias integrativas é favorecer autonomia, conforto, qualidade de vida e inclusão, permitindo que crianças, adolescentes e adultos no espectro tenham melhores condições para desenvolver seu potencial e participar plenamente da sociedade.
Instituto Laserplay: @institutolaserplay
Dra. Viviane: @dravivianecristiano
Suporte tecnológico: Charilaos Christidis – @charilaos_christidis


