Mil vagas no céu: como o ensino a distância virou porta de entrada para a aviação

O mercado aéreo voltou a contratar em volume: LATAM, Gol e Emirates recrutam comissários no mesmo semestre, cada uma em um regime diferente de seleção. O CEAB, escola com 27 anos de mercado, aposta no EAD com prática presencial obrigatória para formar tripulantes longe dos grandes centros

1. Um mercado com pressa

A aviação brasileira virou a chave das contratações, e não por movimento de uma companhia só. A LATAM anunciou processo seletivo com previsão de quase mil novas vagas de comissário de bordo para 2026 e antecipou as inscrições, depois de um ano em que já havia contratado mais de 700 comissários e pilotos no Brasil e registrado cerca de 1,4 mil movimentações internas. A Gol mantém cadastro externo aberto para comissário de voo, com inscrições até dezembro de 2026, acionado conforme a abertura de turmas. E a disputa deixou de ser apenas doméstica: a Emirates recruta no Brasil por meio de agência oficial, com etapa de triagem em São Paulo marcada para outubro, de onde os selecionados seguem para o assessment conduzido pela própria companhia. No pano de fundo, o setor discute abertamente a escassez de tripulantes como um dos riscos operacionais do ano.

Para quem sonha com a cabine, o recado é direto: há vaga. A pergunta que ficou foi outra: quem consegue chegar até a formação?

2. A barreira invisível é o CEP

Historicamente, a formação de comissários se concentrou nas capitais, com São Paulo como centro de gravidade. Quem morava fora precisava somar ao custo do curso o custo de se mudar: moradia, transporte, meses longe da renda. Na prática, a distância filtrava candidatos antes de qualquer prova.

É essa barreira que o ensino a distância vem derrubando. No CEAB, Centro Educacional de Aviação do Brasil, com 27 anos de mercado, a modalidade EAD permite cursar a teoria de qualquer cidade do país, com duração aproximada de cinco meses.

3. Como se forma um tripulante a distância

O formato é híbrido por obrigação, não por conveniência. A teoria roda na plataforma online, com apoio de realidade virtual 360° e simuladores, e as práticas obrigatórias da formação acontecem presencialmente: sobrevivência em selva, exercícios no mar e combate ao fogo, concentrados em um único dia no centro de treinamento próprio da escola, além de primeiros socorros. A unidade de Curitiba funciona como ponto de suporte aos alunos EAD, com laboratório para atividades e cursos complementares.

“O interesse pela aviação sempre existiu no Brasil inteiro. O que não existia era um caminho para quem mora longe dos grandes centros. O EAD com prática presencial resolveu isso: a teoria vai até o aluno, e o aluno vem até a prática uma única vez”, afirma Salmeron Cardoso, diretor e CEO do CEAB. Vídeo: treinamento prático de sobrevivência na selva do CEAB – https://youtu.be/-4cdQ90vaSw

4. O que o EAD não muda

A régua de saída é a mesma da turma presencial: mesmas práticas de emergência, mesmo conteúdo, mesmo mercado avaliando o egresso. E é essa régua que a seleção cobra: além do conhecimento técnico, o candidato formado em escola de aviação chega com familiaridade em segurança, procedimentos, atendimento, trabalho em equipe e postura profissional, e com a documentação que os processos seletivos recentes têm pedido, como o CCT (Certificado de Conhecimentos Teóricos) e o certificado de treinamento prático. A diferença está na porta de entrada, que deixou de exigir mudança de cidade. Para a escola, o efeito é dobrar o alcance sem dobrar a estrutura; para o setor, é ampliar o funil de candidatos justamente no momento em que as companhias disputam gente.

5. A lição que fica

O gargalo da aviação brasileira não é falta de interessados, é a distância entre o interessado e a formação. Num mercado que abre mil vagas de uma vez, quem encurta esse caminho não está vendendo curso: está destravando oferta de mão de obra. É o tipo de solução que outros setores com apagão de profissionais ainda vão copiar.

Destaques da semana

HISTÓRIAS no Mineirão: Chitãozinho & Xororó, Zezé Di Camargo & Luciano, Victor & Leo e grandes lendas do sertanejo se reúnem em BH

Festival sertanejo acontece neste sábado (12), no Mineirão, e reúne ainda Matogrosso & Mathias e Gian & Giovani em uma noite dedicada à história da música sertaneja

Elian Gallardo aposta em novas formas de influência com projeto embaixadoras

Profissional com trajetória internacional no mercado de modelos já emplacou talentos em grifes como Saint Laurent, Dolce&Gabbana, Givenchy e Dior

O maior risco das empresas hoje não está no mercado. Está dentro da operação

Empresas lucrativas perdem margem em silêncio, por falhas operacionais que nenhum relatório destaca. O risco mais caro não é o que vem de fora. É o que mora dentro e ninguém mede

Por que o absorvedor de oxigênio para alimentos perde eficácia depois de aberto

Especialistas explicam a reação química por trás do desgaste do produto e por que fracionar o pacote evita desperdício em casa

IA nas eleições 2026: o sistema que diz onde está o voto do candidato

Desenvolvidas pela Seja Eleito Brasil, a plataforma Horus Data e a Máquina de Narrativas usam inteligência artificial para mapear território eleitoral e produzir conteúdo de campanha dentro das regras do TSE. A eleição de 4 de outubro é o primeiro teste em escala nacional

LEIA TAMBÉM:

HISTÓRIAS no Mineirão: Chitãozinho & Xororó, Zezé Di Camargo & Luciano, Victor & Leo e grandes lendas do sertanejo se reúnem em BH

Festival sertanejo acontece neste sábado (12), no Mineirão, e reúne ainda Matogrosso & Mathias e Gian & Giovani em uma noite dedicada à história da música sertaneja

Elian Gallardo aposta em novas formas de influência com projeto embaixadoras

Profissional com trajetória internacional no mercado de modelos já emplacou talentos em grifes como Saint Laurent, Dolce&Gabbana, Givenchy e Dior

O maior risco das empresas hoje não está no mercado. Está dentro da operação

Empresas lucrativas perdem margem em silêncio, por falhas operacionais que nenhum relatório destaca. O risco mais caro não é o que vem de fora. É o que mora dentro e ninguém mede

Por que o absorvedor de oxigênio para alimentos perde eficácia depois de aberto

Especialistas explicam a reação química por trás do desgaste do produto e por que fracionar o pacote evita desperdício em casa

IA nas eleições 2026: o sistema que diz onde está o voto do candidato

Desenvolvidas pela Seja Eleito Brasil, a plataforma Horus Data e a Máquina de Narrativas usam inteligência artificial para mapear território eleitoral e produzir conteúdo de campanha dentro das regras do TSE. A eleição de 4 de outubro é o primeiro teste em escala nacional

GestãoPro aponta os erros mais caros na escolha de um sistema ERP

Dados do Gartner e da Panorama Consulting revelam por que a maioria dos projetos de ERP estoura orçamento e prazo no Brasil

Bibiano Costa lança método inédito para estudar números primos na Bienal de SP

Obra do professor amazonense reúne mais de quatro décadas de estudos dedicados à matemática

Conferência Brasileira de Cores ganha primeira edição internacional em Portugal

Após quatro edições no Brasil, evento criado por Luciana Ulrich cruza o Atlântico e desembarca em Portugal para conectar profissionais de coloração pessoal e imagem dos dois continentes

Artigos Relacionados

Categorias Populares