Setor de consórcios bate recorde histórico em 2025 e acelera uso de inteligência artificial

# Setor de consórcios bate recorde histórico em 2025 e acelera uso de inteligência artificial

O setor de consórcios brasileiro fechou 2025 com indicadores que superaram em mais de duas vezes a expectativa do mercado. Foram 5,16 milhões de cotas vendidas, alta de 15% sobre 2024 e mais que o dobro dos 6% projetados pela Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) para o ano. Os créditos comercializados ultrapassaram R$ 500 bilhões pela primeira vez na história, com avanço de 32,1%, e a base de consorciados ativos chegou a 12,76 milhões, novo recorde. A ABAC já projeta 11% de crescimento para 2026. Por trás do número agregado, no entanto, especialistas apontam uma reorganização silenciosa entre os profissionais que sustentam essa expansão: a inteligência artificial deixou de ser pauta de inovação e virou linha divisória de produtividade.

Para Eduardo Pacheco, fundador da Xcon, ecossistema IA First voltado à profissionalização e estruturação operacional do mercado de consórcios, a discussão pública sobre IA no trabalho ficou presa em um falso dilema. Em vez de substituir profissionais, a tecnologia tem feito algo mais sutil e, segundo ele, mais decisivo no médio prazo: criado uma diferença de produtividade entre quem opera com automação e quem opera no esforço bruto, suficiente para reorganizar o ranking competitivo dentro do próprio setor.

“A inteligência artificial não elimina o profissional. Ela amplia a diferença entre quem incorporou tecnologia na rotina e quem ainda depende apenas do esforço manual. Em alguns meses, duas pessoas que tinham desempenho parecido passam a operar em patamares completamente diferentes.”

A leitura do especialista ganha relevância particular no setor de consórcios pelo perfil da operação. O sistema brasileiro é altamente capilarizado, depende de uma rede de representantes e equipes comerciais que atuam em volume, com ciclos de venda longos, alto número de interações por cliente e forte dependência de previsibilidade na carteira. Cada um desses pontos é, segundo Pacheco, exatamente onde a inteligência artificial entrega ganho composto.

Automação de prospecção, qualificação de leads, follow-up estruturado, leitura de pipeline e previsão de comportamento de consorciado deixaram de ser experimentos pontuais para se tornarem camada operacional dentro das corretoras e administradoras que lideram o crescimento.

Na prática, os impactos da inteligência artificial já começam a aparecer de forma mensurável nas operações comerciais acompanhadas pela Xcon. Em testes conduzidos pela empresa, equipes utilizando automação comercial conseguiram reduzir o tempo médio de primeiro atendimento em mais de 80%, diminuindo significativamente a perda de oportunidades por demora no contato. Além disso, as operações passaram a absorver um volume maior de atendimentos e follow-ups sem necessidade proporcional de expansão da equipe, aumentando a eficiência operacional em 42%. A padronização de etapas como acompanhamento de leads, organização de pipeline e gestão de follow-up também contribuiu para reduzir falhas no processo comercial e ampliar a previsibilidade dos resultados.

“No primeiro mês, o profissional que usa IA fecha cinco, seis conversas a mais por semana. Parece pouco. Em seis meses, a carteira dele dobrou enquanto a do outro continuou igual. Em um ano, é outro patamar de operação. O mercado não anuncia essa virada, ela acontece pela diferença de capacidade entre dois profissionais que, na cabeça do gestor, ainda parecem equivalentes.”

A pressão do lado do consumidor reforça a tendência. O consorciado de 2026 chega à mesa com expectativa de tempo de resposta moldada por aplicativos bancários, marketplaces e plataformas de crédito. A Xcon observa que essa exigência é uma das principais variáveis a ditar quem ganha e quem perde mercado dentro do setor: corretoras e administradoras que conseguem responder em minutos, com qualidade consistente, retêm carteira e ampliam produtividade por consorciado ativo. As que ainda operam em janelas de horas ou dias acumulam atrito que, no agregado, vira churn.

A aposta de Pacheco é que a próxima divisão competitiva no setor de consórcios não vai ser entre administradoras grandes e pequenas, nem entre digitais e tradicionais. Vai ser entre operações que internalizaram inteligência artificial como camada de produtividade e operações que ainda tratam a tecnologia como projeto à parte. Em um sistema que cresceu mais de duas vezes acima do projetado em 2025 e que deve manter ritmo forte em 2026, a janela para essa adaptação não é confortável.

“O setor está entregando os melhores números da história. A pergunta que vai separar os próximos cinco anos é qual operação vai conseguir surfar esse crescimento e qual vai tropeçar nele por não ter capacidade operacional pra absorver demanda. E essa capacidade, hoje, depende de IA dentro do fluxo, não usando o ChatGPT no lugar do Google.”

Destaques da semana

A advogada e empresária que vem transformando a defesa trabalhista das empresas

Com atuação em empresas de diferentes regiões do Brasil e presença especialmente consolidada em Barueri e Alphaville, Dra. Samara Maciel desenvolve um modelo de advocacia que integra gestão, prevenção e atuação combativa na Justiça do Trabalho.

A nova corrida da IA nas empresas não é pelos chatbots. É pela produtividade do conhecimento

A primeira onda da inteligência artificial generativa foi sobre acesso à tecnologia. A segunda é sobre o que as empresas conseguem fazer com aquilo que já sabem. Entre um estágio e outro está um gargalo antigo, e pouco discutido, das organizações brasileiras

Como o Pix do Milhão transformou o Dia dos Pais em ação de R$ 2 milhões

Maior clube de benefícios do Brasil regulamentado pela SUSEP, a empresa chega à 91ª edição de suas ações de premiação com contemplação marcada para 7 de agosto, às vésperas de uma das datas mais importantes do varejo nacional. Na campanha, Leonardo e Zé Felipe, pai e filho, dão o tom do que está em jogo: legado

Assédio eleitoral: por que 2026 exige das empresas prevenção documentada

Segundo o Ministério Público do Trabalho, denúncias saltaram de 212 em 2018 para 3.465 em 2022. A perspectiva é que, em 2026, o número de denúncias se mantenha relevante

Jodda.ia usa inteligência artificial para gestão de sellers em marketplaces

Sistema processa mais de 5 milhões de pedidos por mês e analisa R$ 300 milhões em vendas de empresas que vendem no Mercado Livre, Shopee e Amazon

LEIA TAMBÉM:

A advogada e empresária que vem transformando a defesa trabalhista das empresas

Com atuação em empresas de diferentes regiões do Brasil e presença especialmente consolidada em Barueri e Alphaville, Dra. Samara Maciel desenvolve um modelo de advocacia que integra gestão, prevenção e atuação combativa na Justiça do Trabalho.

A nova corrida da IA nas empresas não é pelos chatbots. É pela produtividade do conhecimento

A primeira onda da inteligência artificial generativa foi sobre acesso à tecnologia. A segunda é sobre o que as empresas conseguem fazer com aquilo que já sabem. Entre um estágio e outro está um gargalo antigo, e pouco discutido, das organizações brasileiras

Como o Pix do Milhão transformou o Dia dos Pais em ação de R$ 2 milhões

Maior clube de benefícios do Brasil regulamentado pela SUSEP, a empresa chega à 91ª edição de suas ações de premiação com contemplação marcada para 7 de agosto, às vésperas de uma das datas mais importantes do varejo nacional. Na campanha, Leonardo e Zé Felipe, pai e filho, dão o tom do que está em jogo: legado

Assédio eleitoral: por que 2026 exige das empresas prevenção documentada

Segundo o Ministério Público do Trabalho, denúncias saltaram de 212 em 2018 para 3.465 em 2022. A perspectiva é que, em 2026, o número de denúncias se mantenha relevante

Jodda.ia usa inteligência artificial para gestão de sellers em marketplaces

Sistema processa mais de 5 milhões de pedidos por mês e analisa R$ 300 milhões em vendas de empresas que vendem no Mercado Livre, Shopee e Amazon

Indústria de sorvetes acelera expansão e mira crescimento no 2º semestre

Trilhas da Amazônia encerra os primeiros seis meses do ano com lançamentos, expansão da rede de licenciados e novas ações de mercado, enquanto prepara a abertura de unidades e amplia o desenvolvimento de produtos

Jeska Grecco comenta escolha da Flamus e novo cenário da Creator Economy

A publicitária, que mobiliza diferentes públicos em plataformas de streaming, enxerga na nova plataforma um espaço para unir monetização e proximidade com a audiência

KonveX aposta em SEO e GEO para ampliar presença nas buscas por IA

Especialização em otimização para buscadores e Inteligência Artificial ganha espaço à medida que empresas buscam reduzir a dependência de mídia paga e fortalecer sua autoridade digital

Artigos Relacionados

Categorias Populares